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Por vezes uma coisa estranha, estranheza mesmo que pequenina nos deixa exausta psicologicamente. A coisa estranha aconteceu há uns dias. Estava eu a tomar banho quando resolvi fazer o auto exame da mama. Não o faço sempre. O que é errado. Deveria ser feito regularmente. É muito mais fácil detectar algo diferente quando conhecemos bem  aquilo em que tocamos. Mas de facto senti algo lá. A água  do chuveiro estava quente, mas eu gelei por alguns momentos. Meus seios que são tão lindos, redondos, direitinhos apesar de eu já ter sido mãe e não  ter privado a minha filha de ter tirado dali o alimento até quando lhe apeteceu. Meus seios que me fazem sentir  bonita e atraente agora me fazem sentir  este alerta e apreensão.  Meu marido desdramatizou. Não ponhas coisas na cabeça, não entres em paranóia antes de saber o que é ao certo. Já tinha consulta no planeamento familiar marcada e resolvi esperar. Tudo dói e passa devagar quando queremos que seja o contrário. Nestes dias tenho pensado em tudo. A vida, a filha que tenho, que ainda é pequenina demais, agarrada a tudo o que ela conhece do universo da mãe; tudo o que ainda não vivi; pensar… pensar… o que estou a fazer no momento deixa de ter sentido perante algo que poderá mudar completamente a minha vida. Começo a tremer a ter medo. Penso nas análises invasivas, na sensação de desgaste e dor… na metade do corpo que morre à procura de uma cura….  penso nos meus cabelos… compridos que vão cair, logo os meus cabelos que tanto me enfeitam. Queria agora voltar a ser pequenina que quando tinha feito algo mau, pedido desculpas, prometido  não fazer nunca mais afim de não ser castigada… e no fim adormecer ao colo da mamã.

Agora é esperar…

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É incrível! Quando as mulheres se apaixonam, adquirem uma capacidade enorme de “emburrecer”  além de ficarem totalmente cegas. Não há conselho de amiga que dê jeito. Mulher apaixonada só vê aquilo que quer ver.

Esta pequena introdução é porque ela teve um namorico de dias ou semanas com um fulano, que, por sua vez, tinha e tem uma vida um bocado complicada. A fórmula para a complicação é a seguinte:

Tem uma ex rolo  + filho à mistura + indecisões sobre o que quer da vida = chave de cadeia, foge dele! (Para evitar desgostos futuros)

Mas ela não vê isso. Ama-o como se ele fosse o primeiro amor. Ele a ignora, enrola e mais ela gosta. Como dizem por aí:  – bate que eu gosto mais – funciona lindamente com ela.  Não desencana. Já esperou dois meses por notícias e quando as teve, correu atrás, grudou  feito chiclete. Por conta de manterem amigos em comum,  ele deu-lhe alguma atenção, falou em amizade apenas, desabafou vida ultra complicada com o rolo, ela entende na sua burrice apaixonada que ali não pode nunca haver só amizade. – Ele não pode me ver só como amiga, é impossível! – Quer á força que ele a enxergue como mulher, que a coma de novo.  Novamente ele some, fartou-se de tanto grude. Não atende às chamadas, ignora as sms´s, talvez se ria com os amigos da cena patética de uma mulher que, no auge da paixonite cega,  perdeu o amor-próprio, o senso do limite.

Ela vive assim, das migalhas que ele lhe dá. Sempre á espera que ele lhe diga que a vida deixou de ser complicada.

Não vê que se ele a quisesse, não haveria cá nenhum turbilhão, terramoto, rolo complicado na vida, que o afastaria dela.  Não enxerga que ele a comeu, provou, matou a fome/curiosidade e se não procurou mais é porque não gostou o suficiente a ponto de rolar repeteco.  

Para ela é doloroso assumir e segue no engano.

Não vê que ele simplesmente não a quer.

Ontem estava a lembrar do Palhaço Duas Caras e de certa forma me fez pensar nos porquês de muitos relacionamentos naufragarem.

Nós dois, apesar da vontade, não chegamos a ter nenhum relacionamento,  fisicamente falando, mas posso supor que a nossa história teve o desfeche tal e qual teria se as vias de facto se  tivessem proporcionado. Numa das últimas conversas entre nós dois ele saiu-se com a tirada de que  nós havíamos  nos cansado um do outro. Aquilo arreliou-me um bocado mas hoje pensando bem, foi mesmo isso que aconteceu. Fartamo-nos um do outro. Chegou uma altura em que a conversa não fluía, os picanços já não surtiam o efeito que anteriormente nos mantinha horas e horas a falar. E o distanciamento aconteceu.

Posto isto e agora dando ênfase á temática do Post:

Sexualmente falando tudo indicava que o encaixe seria perfeito, porém um relacionamento para dar certo é preciso que haja mais que  sintonia  sexual. São precisas afinidades e mais ainda maturidade para conseguir dar a volta às incompatibilidades tão normais que surgem entre os seres humanos. Sintonia sexual não segura os outros pilares da relação, principalmente quando as diferenças sobressaem-se e não se encontram  caminhos para as vencer, quando isso acontece, o relacionamento tem  os dias contados. É um erro achar que se pode resolver tudo na cama. Nós mulheres não o conseguimos e na hora H tudo bloqueia, o sexo torna-se doloroso, penoso, cansativo, deseja-se que aquilo termine o mais rapidamente possível, mas isso é outra história para outro post.

Por que muitos relacionamentos arrefecem?

Ouço muitos relatos, já vivenciei algumas situações e digo que as causas são muitas e variadas dependendo de cada pessoa e da exigência que cada um tem  perante o seu relacionamento.  Hoje em dia é difícil encontrar harmonia em todos os campos. Homem e mulher competem  de mais quando deveriam complementar-se e quando não se encontra consenso, compreensão, cedências de ambas as partes e o principal, o que cada um julga essencial para constituir vida a dois, fica mesmo difícil levar à diante.

Na prática,  as causas mais comuns são de ordem físicas ou psíquicas. Como aconteceu entre mim e o Duas Caras: aquela pessoa que era genial, deixou de o ser, esgotando ou não a reserva de bom humor o facto é que houve descurtição, a pessoa excepcional, demonstrou ser vaidosa, omissa  e alguém presente  apenas para  satisfazer as situações de conveniência própria. Uma relação seja ela de qual espécie for: namoro, casamento caso, rolo, não funciona se um dos intervenientes procurar satisfazer apenas os seus próprios interesses. Isto é um tipo de egocentrismo mais básicos que existe. É quase que escravizar o desejo que alguém tem por si e extrair dali apenas sem retornar.

Outra causa comum de uma relação  ir para o”beleléu”nos relacionamentos duradouros, é o excesso de confiança que se gera ao pensar que aquele  parceiro já é garantido. Ideias do género: já tenho namorado(a), marido (mulher), já não é preciso surpreendê-lo (a) ou conquistá-lo(a). Nestes casos geralmente aquela mulher que era uma princesa, que cuidava da imagem e se cuidava ao pormenor, transformou-se numa sapa que só usa  lingerie bege, do tempo da avó e  só se depila quando vai à  praia. O mesmo aconteceu com o homem que  se transformou no oposto que era no início do relacionamento, deixando muito a desejar…

Na sessão de hoje, a leitora a quem chamei Rose Claire  nos traz uma história com um final um bocado insólito e engraçado. Ora vejamos.

Viajei a trabalho para o Porto, viajem curta, 3 dias apenas para um seminário no qual me encontraria com alguns dos cooperadores da sucursal  nortenha.

O que seria bom para minha carreira veio também a demonstrar que o seria noutro campo. Conheci um dos directores, homem agradabilíssimo em   t o d o s     os aspectos, e nos 3 dias de seminario almoçamos e jantamos juntos ( comemos só comida mesmo). Muita conversa, e como é óbvio, para além também da área profissional. A vontade foi muita, mas não dei pra ele. Trocamos numeros de telefone e começamaos a falar sempre que dava.

Um belo dia, ele resoveu vir a Lisboa e eu cá comigo, resolvi que era hora de liberar. Entre um jogo de palavras aqui, outro acolá, combinamos que ele traria um maravilhoso vinho, como ele próprio denominara e que eu acenderia a lareira. Hunmm, vinho e lareira, uma óptima combinação, não? marcamos então uma hora X para q ele chegasse.

Abre parentesis

Sou solteira, convicta, gosto de estar e viver assim. Ele pelo contrário é casado e sempre o vi como um homem bastante calibrado no que diz respeito à escapadela extra-conjugais. Isto decerto também me impulsionou. viver uma aventura com um homem casado é sempre uma mais valia quando não se quer  os inconvenientes de ter de assumir compromisso ou ficar dando satisfação sober tudo para a pessoa.

Fecha parentesis

Na noite combinada, tudo começou a desandar quando o bruto chega de mãos vazias. ( Ihhh, esqueci o vinho!! mas em compensação, estou todinho aquio). Segurei a vontade de rir e rersolvi esperar pela compensação.

Depois percebi. +pra que vinho? O bruto partiu logo ra cima, ali mesmo na sala, nenhuma seduçãozinha preliminar. Foi directo, beijo na boca, mão a querer tirar a roupa toda. Parecia que o bruto tinha a polícia atrás e tinha de comer o quanto antes e fugir pela escada de incêndio. E não é que ele se despachou depressinha mesmo? Tão depressa entrou, tão depressa gozou.  E depois lançou a desculpa esfarrada de todos os homens ( Não consegui aguentar, tu és boa de mais).

Bem, a mim só me restava esperar que o bruto se recompusesse um pouco, atacasse no segundo tempo e me compensasse do prejuízo do primeiro tempo.  dali a pouco o titanic subiu à tona e pensei ( ui!!! agora é que vai ser, não há iceberg que te derrube)

mas ohhhh, quaão enganos a vida nos prega! De repente ouço no ar um som nada  familiar e ele dá um salto (  oh, é o meu telemóvel. É a  minha mulher)

Titanic ao fundo.

Mas ela não estava a viajar? –  pergunto eu – Ela costuma te ligar de madrugada sempre que está fora?

O homem tremia, parecia vara verde, nem me respondeu.

– O que eu faço? atendo?

– claro, atende porra!

E a cena triste, mas não menos  hilariante vem a seguir.

Aquele homem bem resolvido e  que eu admirava,  estava todo nervoso escondido atrás do cortinado da cozinha para fala com a mulher. Sim porque ele ele deu voltas mais voltas na sala e por fim foi parar á cozinha onde encontrou um esconderijo, atrás do cortinado.

Depois eu a rir da situação fiquei a pensar. Será que o bruto se sentiu mais protegido ali? O que será que passou na cabeça daquela alminha?

Nem é preciso dizer que fiquei a chupar o dedo. Mandei-o embora. Que situação!

Há homens…

Certo tempo atrás, trabalhei numa Agência de Seguros e, num belo dia de inverno,  aparece-me um sujeito para pagar o seguro de um carro. Procedimento normal, identificar qual a apólice e respectiva cobrança,  informar o valor.

O moço então saca do talão de cheques. Começa a preencher, noto que está um bocado desconcertado, treme um pouco, pensei comigo: pois, está mesmo muito frio hoje. Por fim, acaba de preencher e devolve-me. Confiro se está tudo correcto e segue o diálogo:

eu : olhe, desculpe, mas está mal preenchido, o valor por extenso não corresponde ao valor numeral.

ele: oh desculpa-me, deixa-me preencher outro.

eu: tudo bem, isso acontece!

Começa ele novamente a preencher outro cheque. Erra novamente, amassa o papel e pega outro cheque em branco. A falta de á vontade do moço já me estava a enervar também. Depois de algum tempo ele devolve-me , confiro, carimbo-lhe a factura e ele despede-se indo embora.

Fico a pensar: melhor eu conferir isso bem, pois o  moço estava atado de mais, vai que se tenha enganado novamente.  E não é que me dera mais um cheque mal preenchido? O valor estava bem escrito por extenso e coincidia com o numeral, mas  não batia certo com a factura.

Lá fui eu desembestada pela  rua a gritar por ele.

 – Moço! OH MOÇO!! VOLTA AQUIIII….!!!

– Lamento dizer, mas vais ter de voltar e preencher outro cheque.

E assim ele volta comigo.

Depois de tudo certo, repreendo-lhe em tom de brincadeira:

– Olha que assim não vais longe. Quanta distracção!!!

Ao que ele me responde:

Sim tem razão, mas é que você é muito bonita e fiquei um pouco baralhado (desculpa a franqueza,  viu?)

Depois desta eu é que devo ter ficado vermelha como um tomate e só soube dizer:

Que nada, não há motivos para tanto nervosismo da sua parte.

E lá se foi o homem à sua vida e eu fiquei a pensar no poder que às vezes exercemos em alguém e nem nos damos conta disso.

 Por isso meninas, quando acharem quem ninguém vos olha, abram bem os olhos e vejam melhor em volta, há sempre alguém que vos admira.

Uma das minhas melhores amigas anda a pular a cerca. Conheceu um bruto, andou a ensaiar, ensaiar, até que tomou coragem e pela primeira vez, ou melhor, segunda, esfaqueou o matrimonio no melhor estilo Hitchcock. 

Como diz a minha mãe e um punhado de gente antiga: “Quem nunca comeu melado, quando come se lambuza”.

Há vários perigos que uma infidelidade traz para a mulher, principalmente quando ela se sente fragilizada e se envolve com um homem que nada mais lhe poderá proporcionar que alguns bons momentos de escape. O mais certo é que ela não consiga separar as coisas, o que acontece com aminha amiga. Na última “sessão” comigo, as queixas rondavam em torno de: ( estamos um pouco amuados) e eu, mas por que? tudo não estava a correr lindamente? ( é, estava, mas sinto muitos ciúmes quando  fala da mulher dele. Por vezes parece que faz para me picar. Ontem preparou um jantar para ela e até tirou uma foto da mesa posta para me mostrar, enviou por sms.

O que eu poderia dizer?  Melhor seria apenas ouvir e não dizer nada, porém foi mais forte o querer opinar.

Querida amiga, estás a viver um ilícito com alguém que como tu também divide a vida com outra pessoa. À partir do momento que isto toma proporções descontroladas é perigoso de mais, começas a esperar do outro aquilo que ele não tem condições de te oferecer, pois isto obviamente pertence à outra pessoa. E por fim, o que é suposto fazer-te bem, desanuviar, acaba por se traduzir em mais um problema.

Nota: o bruto em causa tem uma vasta experiência no quesito infidelidade, escapadelas e ela é bastante inexperiente. 

Para que conste a pedalada do bruto,  as palavras dele para ela:  Que fique claro, somos amantes, nada mais… nada de ciuminhos infundados….

Certo tempo atrás, ainda no tempo em que participava em sites de amizade, recebi algumas mensagens de um ser que se dizia querer ser meu amigo, conhecer melhor, trocar idéias, enfim o blá blá blá de sempre. Tudo bem, e lá estava eu a trocar mensagens com um brutinho até bastante bem apanhado. Não demorou muito já tínhamos trocado msn, naquela de que seria mais fácil manter contacto. E não é que a coisa andava a fluir? É, pois é. Conversas até altas horas, troca de ideias e aquela leve malícia a deixar no ar um desejo cada vez maior. Porém, apesar do moço ser uma graça, inteligente e bom conversador não seria o suficiente para o algo mais que ele gostava. O meu instinto protector acendia uma luz amarela sempre que eu pensava no assunto. (de todas as vezes que eu insistir em não ver a luz amarela, acabei por me esparramar, então quem erra aprende, se quiser, e o facto é que procuro aprender com os erros). Não obstante e por gostar de ter ali alguém de boa conversa, enrolei, enrolei no melhor estilo carretel de madame. E também não havia mal, afinal o moço desde o inicio só queria mesmo amizade, dizia ele. E eu por muitas vezes acendia uma leve “discussão” sobre o facto de saber que ele não queria apenas amizade, ao que ele rebatia dizendo que no fim eu acabaria por ver que ele não era igual a todos os homens e que não merecia que eu o pusesse no mesmo saco e blá blá blá…
Porém, como eu digo sempre, duas caras não podem prevalecer e mais cedo ou mais tarde uma delas sobressai-se à outra. Um certo dia, enviei-lhe uma mensagem, ( ei, sumido? o que é feito de ti?) à qual não obtive resposta prontamente. Dois dias depois responde-me ( olá, está tudo bem comigo, fica bem! ) Questionei logo a resposta seca tão diferente de todas as outras vezes em que falamos. E, para que fique claro que homem não quer mais nada de nós mulheres a não ser nos comer mesmo, a resposta do brutinho foi tal e qual: não vejo motivos para continuarmos a comunicar.

É verdadeiramente triste, mas não fiquei de todo triste, afinal de contas a minha experiência me dita que é raro, muito raro que um homem não nos veja como um pedaço de carne apenas, um buraco para se meterem. Por isso, mais vale nos resguardarmos e ficarmos atentas a todos que venham com falinhas mansas de amizade.
Homem não é amigo de mulher  puramente falando, a menos que a parte feminina seja feia, mas inteligente, assim ele a verá como alguém com quem valha a pena conversar, apenas isso. Se ele fala contigo, dispensa atenção, te enche de mimos e fru.frus, faz-te sentir a mulher mais especial, em se tratando de cafajestes, é claro que ele só quer te comer.

Ainda há muitas estórias do palhaço duas caras e de certeza que podem ser  aguardadas muitas sessões no Divã.